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REFORMAS (Thelma Goulart)

  27/02/2020
  Atualizado em 25/07/2020



Primeiro o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República é pego dizendo que o governo não pode se curvar a chantagens do Congresso com clara referência a parlamentares que insistem em ser os administradores de bilhões em verbas públicas do orçamento federal.
Depois, defendendo a fala, grupos conservadores apoiadores do governo, muitos, segundo alguns, causídicos do fim do parlamento e da volta de militares ao poder, marcam para 15/3/20 protestos por todo o País em defesa do Presidente.
Bolsonaro, endossando os protestos, envia pelo WhatsApp vídeos de apoio aos protestos com suposto conteúdo “anti-Congresso”. Autoridades do Congresso e do STF emitem notas de repudio ao gesto do Presidente e o efeito é o aumento da temperatura entre os Poderes.

O resultado de tudo isso é que, segundo juristas, o Presidente pode sofrer uma ação por crime de responsabilidade (art. 7º da lei 1.079/50) e o surgimento de um novo incêndio com altíssimas temperaturas entre Executivo e Legislativo que gera incertezas sobre projetos que dependem do Congresso para virar realidade, dentre eles as reformas administrativa e tributária.
Tanto é assim que o governo prometeu entregar a reforma administrativa e os seus pontos para a reforma tributária depois do carnaval, mas até agora não o fez e a leitura é que desse jeito tudo dependerá exclusivamente da vontade de Rodrigo Maia e Alcolumbre, que fortalecerão o protagonismo do Congresso dizendo que elas são obra do Congresso APESAR DO PLANALTO, exatamente como fizeram com a reforma da previdência em que, lembrando, todos os brasileiros perderam feio.

Nada disso é bom. O País precisa de paz e estabilidade para vencer suas dificuldades e atrasos na agenda legislativa decorrentes de disputas desse calibre atrasam soluções para a penúria em que a sociedade se encontra.
A continuarem crises políticas desse nível, a reforma tributária pode não sair e a administrativa com seus inúmeros cortes sobre direitos de servidores ficará para depois das eleições, quando parlamentares, então conduzidos por Maia de Alcolumbre, já estarão livres da ameaça de perder votos nas urnas pelos próximos dois anos.

Isso nos favorece?





    

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